Gerenciamentos de Unidades Básicas de Saúde: as Melhores Práticas PDF Imprimir E-mail

Equipe: Cristiano J. C. A. Cunha (coordenador), Louise L. R. Botelho (pesquisadora principal), Carlos H. Prim, Gustavo Gusso, Rita C. C. Malheiros, Selma Loch

Financiamento: GESCON

 

1. Introdução

O processo de trabalho nas UBSs não é simples, envolvendo a articulação de saberes múltiplos para responder a uma variedade de atribuições (BRASIL, 2006). No entanto, apesar da importância do tema, existem poucos estudos sobre as melhores práticas no gerenciamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Há uma farta biblioggrafia sobre as funções gerenciais, guias de ações e manuais, geralmente com cconteúdos que respondem às expectativas institucionais, voltadas ao desenvolvimento de habilidades necessárias ao novo desempenho e a formar relacionamentos. ENtretanto, poucas pesquisas buscam respondem às seguintes questões: quais são os fatores críticos de sucesso de uma UBS? Quais são as melhores práticas de gerenciamento a serem adotadas pelos gestores das UBSs?

Buscando responder a essas questões e tratando do processo de gerência a partir de uma perspectiva dos grupos de relação (PHILIPS, 2003) e da agregação de valor aos usuários (PORTER; TEISBERG, 2007), o Laboratório de Liderança e Gestão Responsável está  realizando a presente pesquisa.

 

2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral

Esta pesquisa tem por objetivo compreender o gerenciamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), identificar e discutir as melhores práticas e indicar rumos para a melhoria da gerência destas unidades.

2.2 Objetivos Específicos

  1. Compreender o processo de mudança de consciência vivenciado por profissionais que passam de contribuidores individuais a gerentes de UBS.

  2. Compreender o que significa ser gerente na área de saúde, na perspectiva dos médicos.

  3. Identificar os principais tema envolvidos no processo de transformação de contribuidor individual a gerente.

  4. Identificar as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas por médicos para se tornarem gerentes.

  5. Avaliar a arquitetura organizaiconal de UBS com bom desempenho, indicadas pelo Ministério da Saúde: estrutura, pessoas, processos, tecnologia e liderança.

  6. Identificar as melhores práticas e deficiências no gerenciamento de UBS em diferentes regiões do país.

  7. Criar uma metodologia para a identificação e avaliação das melhores práticas gerenciais em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

  8. Elaboorar um "Guia das Melhores Práaticas para a Gerência de UBS", contemplaando as diferenças dos processos e estruturas regionais.

  9. Desenvolver um curso para a capacitação de gerentes de UBS baseado nas Melhores Práticas Gerenciais.

  10. Ministrar um curso para a capaacitação de gerentes de UBS baseado nas Melhores Práticas Gerenciais.

 

3. Metodologia

Os objetivos específicos deste trabalho são divididos em dois grupos. O promeiro, formado pelos objetivos específicos de 1 a 4, dizem respeito ao processo de ampliação de consciência de gerentes de UBSz. O outro, composto pelos objetivos espeíficos de 5 a 10, está voltado para a formulação das melhores práticas gerenciais das UBSs. Uma metodologia própria está sendo utilizada para cada um destes dois grupos. A seção 3.1 descreve a metodologia para o primeiro grupo, enquanto a seção 3.2 apresenta a metodologia para o segundo.

3.1 Metodologia para compreender o processo de mudança de consciência de gerentes de UBSs

O estudo do processo de mudança de consciência de gerentes de UBSs será realizado através da experiência vivida por médicos ao assumirem o cargo de gerentes de Unidades Básicas de Saúde. Para tanto, utilizar-se-á como metodologia a fenomenologia, uma abordagem de pesquisa que se insere no paradigma interpretativista (MORGAN, 1980).

3.2 Metodologia para formulação das melhores práticas gerenciais das UBSs

A formulação das melhores práticas gerenciais será realizado através de um estudo multicaso (GODOY, 1995), inserindo-se no paradigma interpretativista. O estudo dos processos de gerências nas UBSs envolve categorias que se traduzem na carga histórica, cultural, política e ideológica que não podem ser aprendidas com os métodos fundamentados no paradigma funcionalista. A abordagem interpretativa possibilitará a compreensão dos processos de gerência a partir da interpretação dos atores, procurando captar como eles constroem o ambiente organizacional, como estabelecem as relações de trabalho e os processos de gerenciamento nas UBSs.

 

4. Resultados Esperados

Com este projeto, espera-se compreender o processo de gerenciamento das Unidades Básicas de Saúde, possibilitando o desenvolvimento e a aplicação de ferramentas para o seu melhoramento.

 

5. Referências Bibliográficas

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, Rio de Janeiro, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar/abr, 1995.

MORGAN, G. Paradigms, metaphors, and puzzle solving in organization theory. Administrative Science Quarterly, v. 25, p. 605-622, 1980.

PHILIPS, R. Stakeholder theory and organization ethics. San Franccisco (CA): Robert-Koehler, 2003.

PORTER, M.; TEISBERG, E. Repensando a Saúde. Editora Bookman, 2007.